Sangue na urina, pressão alta e inchaço nas pernas podem ser sinais de alerta para problemas nos rins. No entanto, na maioria dos casos, a doença renal crônica é silenciosa.
No Dia Mundial do Rim, celebrado neste ano no dia 12 de março, o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN/Ebserh), reforça a importância da prevenção.
A data também é oportunidade para destacar os avanços científicos promovidos pela instituição na área de nefrologia.
Prevenção começa com hábitos saudáveis
De acordo com o nefrologista do Huol, Felipe Leite Guedes, a saúde renal se mantém, principalmente, com a adoção de hábitos saudáveis. “Grande parte das pessoas procura o nefrologista esperando um remédio específico, mas o que pouca gente sabe é que a função do rim se mantém com escolhas do dia a dia”, explica.
A prática regular de atividade física, evitar o fumo, reduzir o consumo de sal e controlar doenças como pressão alta, diabetes, colesterol elevado e problemas cardíacos são medidas fundamentais para preservar os rins.
Ainda segundo o nefrologista, o diagnóstico das doenças renais pode ser feito por meio de exames simples e de baixo custo, como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina para avaliar a perda de proteínas.
Campanha nacional: cuidar de pessoas e proteger o planeta
Com o tema “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”, a campanha nacional deste ano busca estimular uma assistência à saúde que una empatia, sustentabilidade e equidade no acesso ao diagnóstico e tratamento das doenças renais. Apesar dos avanços, ainda persistem desigualdades no cuidado, e muitos pacientes enfrentam dificuldades para chegar à diálise ou ao transplante.
Pesquisa busca voluntários
No Huol, além do atendimento ambulatorial, a busca por um cuidado mais acessível também ocorre na pesquisa clínica. A instituição desenvolve atualmente estudos voltados ao tratamento de doenças renais, com destaque para uma pesquisa multicêntrica internacional que investiga a eficácia e a segurança de uma nova medicação voltada a uma enfermidade rara: a glomerulonefrite membranoproliferativa.
Segundo o nefrologista do Huol e pesquisador responsável, Felipe Leite Guedes, embora a pressão alta e o diabetes ainda sejam as principais causas de insuficiência renal, uma parcela significativa dos pacientes desenvolve a condição por doenças raras e de origem imunológica. “Até pouco tempo, essas doenças contavam com poucas opções terapêuticas. O Huol já realiza o diagnóstico por biópsia e a análise laboratorial em parceria com o hospital da UFMA, tudo pelo SUS. Mas faltavam alternativas eficazes de tratamento”, explica.
A pesquisa busca voluntários com diagnóstico de glomerulonefrite membranoproliferativa idiopática (GNMP-I), confirmado por biópsia renal nos últimos 12 meses. Podem participar homens e mulheres com idade entre 18 e 60 anos. Os interessados em participar do estudo ou obter mais informações podem buscar orientação junto ao ambulatório de nefrologia do Huol pelo telefone (84) 99670-8676.
Sobre a Ebserh
O Huol-UFRN faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Paulina Oliveira /Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh

