Um ato bolsonarista realizado nesta segunda-feira (19), com apoiadores do candidato ao governo Allyson Bezerra, terminou em pancadaria dentro do campus da UFRN.
O ato organizado por apoiadores da campanha de Allyson Bezerra, dentre eles o deputado federal General Girão e da deputada estadual eleita Camila Araújo terminou em pancadaria e agressões contra estudantes.
Os Bolsonaristas apoiadores de Allyson Bezerra tentaram invadir a UFRN e participaram do tumulto que deixou estudantes e apoiadores do presidente Lula feridos.
Os dois parlamentares que nunca participaram de debates ou reuniões em universidades para dialogar com estudantes, foi classificada como tentativa de invasão a Universidade com o objetivo de confronto aos estudantes que faziam movimento político à favor da reeleição do presidente Lula.
O caso acontece em plena reta final do segundo turno e expõe o clima que o grupo bolsonarista leva a espaços públicos de ensino.

NOTA DE REPÚDIO
O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte repudia os episódios de violência registrados nesta segunda-feira (19), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e manifesta solidariedade aos estudantes feridos durante o confronto.
A extrema direita realizou um ato com o lema “UFRN anti-Lula” em local não autorizado, utilizando carros de som com música em alto volume nas proximidades das salas de aula, interrompendo atividades acadêmicas e perturbando a rotina de estudantes e professores. A manifestação terminou em confronto, com estudantes feridos.
A presença de parlamentares nesse ato torna ainda mais grave o ocorrido. De representantes eleitos pelo povo, espera-se responsabilidade pública, respeito às regras das instituições e compromisso com a convivência democrática; não a participação em manifestações que perturbem as atividades acadêmicas e coloquem em risco a segurança da comunidade universitária.
A universidade pública é espaço de conhecimento, pensamento crítico e liberdade. Não pode ser usada como palanque eleitoral, muito menos ter suas atividades interrompidas por manifestações que desrespeitem as regras da instituição e a comunidade acadêmica.
A divergência política faz parte da democracia. Agressões, intimidações e qualquer forma de violência são inaceitáveis. Defendemos a rigorosa apuração dos fatos, a identificação dos responsáveis pelas agressões e a adoção das medidas cabíveis.
A UFRN precisa ser respeitada. Estudantes, professores e servidores têm o direito de exercer suas atividades com segurança.
Samanda Alves
Presidenta estadual do PT-RN

