JMT assume prestação de serviço no Walfredo Gurgel e trabalhadores terceirizados iniciam 2026 trabalhando sem fardamento; denuncia sindicato

O Sindsaúde/RN já iniciou o ano de 2026 denunciando a situação grave e inadmissível enfrentada pelos trabalhadores (as) terceirizados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.

Desde o dia 1º de janeiro, quando a empresa JMT assumiu os serviços no hospital, os (as) profissionais estão sendo obrigados a trabalhar sem o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Segundo as informações, a empresa também assumiu os serviços no Hospital Santa Catarina. 

No Walfredo, faltam itens básicos e obrigatórios, como fardamento da empresa, botas ou qualquer tipo de calçado adequado que garanta proteção no ambiente hospitalar.

Diante da negligência, a direção do sindicato constatou que os (as) trabalhadores (as) estão se virando como podem,utilizando roupas brancas próprias e tênis, trazidos de casa ou comprados recentemente, ficando expostos diariamente a riscos à saúde e à integridade física.

Antes da JMT, os serviços eram prestados pela empresa Justiz, já conhecida pelos atrasos recorrentes no pagamento de salários, o que evidencia que a troca de empresas não resolve o problema estrutural da terceirização na saúde pública. O Governo do Estado insiste em manter os hospitais sob responsabilidade de empresas que não garantem sequer condições mínimas de trabalho.

O Sindsaúde/RN repudia a postura da governadora Fátima Bezerra (PT) por, mais uma vez, entregar o Walfredo Gurgel, referência em todo estado, à empresas terceirizadas que descumprem obrigações básicas, aprofundam a precarização do trabalho e colocam em risco tanto os profissionais da saúde quanto a população usuária do SUS.

O sindicato seguirá denunciando, acompanhando de perto o caso, cobrando providências imediatas e exigindo respeito, dignidade e segurança para todos os trabalhadores e trabalhadoras da saúde.

Fonte: Sindsaude RN

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