Este mês de setembro marcou o início de uma nova turma da especialização em Tecnologias Sociais, Inovação e Práticas Sustentáveis em Agroecologia promovida pela UFERSA (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) em Mossoró.
A formação foi possibilitada através de convênio com o Incra, garantindo a aplicação de 33 vagas para cidadãos de famílias beneficiárias dentro do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).
Na aula magna de abertura do curso, o professor João Liberalino ressaltou a importância da agroecologia. O Incra esteve representado pelo chefe substituto da Divisão de Desenvolvimento Sustentável Augusto Carlos de Carvalho, que completou duas décadas de atividade na autarquia também neste mês.
Mestre em Ciências Sociais, ele saudou os discentes por “contarem com um curso inovador, que auxiliará na produção agroecológica os tornando profissionais com sólida formação para atuarem na produção de produtos seguros sob o ponto de vista nutricional”.
Coordenador pedagógico do curso, o doutor em Engenharia Florestal Vinicius Gomes de Castro explica que “a ideia é fazer uma troca do saber popular com o acadêmico, conhecendo os verdadeiros problemas das comunidades para que a agroecologia possa aplicar inovações capazes de os resolver. O foco é sempre na produção sustentável, equilibrando o ser humano e o meio ambiente”.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) esteve representado por Michele Calaça, chefe da Assessoria Especial da pasta. Ela apontou o curso como simultaneamente estratégico e inovador, aplaudindo a valorização feminina em seu processo de construção das disciplinas. A Comissão Pastoral da Terra e outros movimentos sociais também prestigiaram a aula inaugural.
Segundo a UFERSA, a missão da turma é formar especialistas capazes de desenvolver, aplicar e difundir tecnologias sociais e práticas agroecológicas que promovam o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e a convivência com o semiárido por meio da integração entre ciência, saberes populares e inovação.
Os conteúdos curriculares incluem tópicos sobre segurança hídrica, economia popular solidária e a relação do trabalho com o movimento social no campo. A duração prevista para a formatura da turma é de dois anos de curso, período dentro da Pedagogia da Alternância. Os primeiros três semestres serão dedicados para as aulas, com o período final reservado para um trabalho de conclusão.
A expectativa é que a formação dos especialistas atenderá a demanda do mercado de trabalho por profissionais capazes de validar a construção coletiva de práticas agrícolas sustentáveis que considerem as condições específicas do solo e do clima no semiárido, uma região caracterizada pela irregularidade das chuvas.

