O Programa de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste (Prodeter) começa a pôr em prática os Planos de Ações Territoriais (PATs) da Cajucultura e Apicultura no Sertão do Apodi. As atividades estão entre as mais importantes da região e foram consideradas prioritárias pelos agentes econômicos, que ganham ferramentas para auxiliar na organização das duas cadeias produtivas.
O Prodeter atua na estruturação dos arranjos locais e, junto com o lançamento dos planos, deu posse aos Comitês Gestores Territoriais (CGTs), que coordenam a construção, execução e monitoramento das ações planejadas. A governança funciona por meio de uma rede de articulação participativa, que une associações e sindicatos rurais, secretarias municipais de agricultura, instituições ligadas ao campo e representantes do setor produtivo.
O evento, realizado na sexta-feira, dia 7, na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) de Apodi, permitiu aos participantes conhecerem as estratégias previstas para o território. As palestras técnicas proporcionaram um espaço para debates sobre as oportunidades, desafios e perspectivas para o fortalecimento da Apicultura e Cajucultura em Apodi e municípios vizinhos.
“A expectativa é que o planejamento do Prodeter impulsione a produção, o beneficiamento com qualidade e a comercialização de caju, mel e seus derivados, unindo produtores e parceiros institucionais em prol do desenvolvimento regional. O lançamento dos PATs consolida essa agenda comum, transformando o potencial do Território Sertão do Apodi em novas oportunidades econômicas para agricultores, associações e empreendedores locais”, explica o gerente de Desenvolvimento Territorial, em exercício, Irineu Anacleto.
Os PATs da Cajucultura e Apicultura se somam a outros 20 em execução no estado. O programa trabalha a indústria têxtil, mandiocultura, bovinocultura de corte e de leite, agroecologia, saúde e bem-estar, cultura e turismo, abrangendo todo o território potiguar.
“Com as estratégias postas, o Banco do Nordeste oferece o crédito para viabilizar os projetos. Há linhas disponíveis para transformar atividades tradicionais, que sofrem com a defasagem tecnológica e têm lacunas na organização dos empreendedores, em arranjos locais lucrativos. Juntos, eles podem recorrer a compras coletivas e negociar melhores preços na hora de vender a produção”, evidencia o superintendente do BNB no Rio Grande do Norte, Jeová Lins.
