O Brasil registrou 1.492 vítimas de feminicídio em 2024, o maior número da série histórica, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O dado representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia em razão da violência de gênero e evidencia a necessidade de ampliar as ações de conscientização em diferentes espaços da sociedade.
Com o objetivo de chamar a atenção para essa realidade, a UNINASSAU Natal realizou, neste sábado (27), a ação “Cadeira Vazia no Arena”, durante a partida entre América-RN e Fluminense-PI, na Arena das Dunas. A iniciativa levou ao estádio uma mensagem de reflexão sobre a violência contra a mulher e a importância do enfrentamento ao feminicídio.
A mobilização contou com a instalação de seis cadeiras vazias adesivadas nas arquibancadas do setor Premium. Os assentos representaram mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência de gênero e trouxeram a mensagem: “Esta cadeira está vazia, pois uma mulher que poderia estar torcendo foi vítima de feminicídio”.
A proposta buscou transformar uma ausência simbólica em um alerta para os milhares de torcedores presentes. Ao ocupar um espaço tradicionalmente associado ao lazer e à convivência, a ação convidou o público a refletir sobre os impactos da violência contra as mulheres e sobre a responsabilidade coletiva no combate a esse tipo de crime.
Antes do início da partida, uma faixa com a mensagem “Feminicídio Zero: não podemos admitir nenhuma mulher a mais” percorreu o gramado da Arena das Dunas durante uma volta olímpica. Além disso, equipes da instituição distribuíram materiais informativos com orientações sobre os tipos de violência contra a mulher, formas de acolhimento e canais oficiais de denúncia.
A ação foi promovida pela UNINASSAU Natal em parceria com o América Futebol Clube e contou com o apoio da Arena das Dunas, que cedeu o espaço para a realização da campanha. Para o reitor da UNINASSAU Natal, André Lemos Araújo, a iniciativa reforça a importância de levar discussões sociais para ambientes capazes de alcançar diferentes públicos.
“Quando uma cadeira permanece vazia, ela simboliza uma ausência que poderia ter sido evitada. Nossa intenção foi provocar reflexão e conscientização, mostrando que o combate à violência contra a mulher não é uma responsabilidade exclusiva das vítimas ou das autoridades, mas um compromisso de toda a sociedade”, destacou.
Ao reunir esporte, educação e conscientização social, a ação reforçou a necessidade de ampliar o debate sobre prevenção, denúncia e proteção às mulheres. Mais do que uma intervenção visual, a campanha buscou lembrar que cada número das estatísticas representa uma vida, uma história e uma família impactada pela violência.

