Palestra gratuita sobre regras de publicidade médica acontece nesta quarta-feira (03) no Conselho de Medicina

Evento aberto ao público debate os limites éticos do marketing no ecossistema da saúde, comunicação e direito

Foto: Elpídio Júnior

Com as transformações digitais, a forma como a medicina se posiciona diante da sociedade mudou muito. Para debater os limites éticos, legais e as flexibilizações trazidas pela Resolução CFM nº 2.336/2023, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) realiza, na próxima quarta-feira, dia 3 de junho, às 19h, uma palestra gratuita em seu auditório, na Cidade Alta.

O evento é voltado para um público multidisciplinar que atua diretamente no ecossistema da saúde: médicos, estudantes de medicina, agências de publicidade, jornalistas, assessores de mídias sociais e advogados.

O objetivo central é destrinchar o Manual de Publicidade Médica, mostrando como construir uma presença digital forte e informativa, sem cair nas armadilhas do sensacionalismo e da mercantilização da profissão.

Para conduzir o debate, o CREMERN trará dois grandes nomes nacionais da área: a Conselheira Federal Dra. Graziela Bonin (SC) e o Dr. Robertson Bernardo (AL). Eles abordarão de forma prática os pontos mais polêmicos e essenciais da regulamentação.

Durante o encontro, os palestrantes vão detalhar as principais diretrizes que revolucionaram o marketing médico:

  • Dados obrigatórios: Toda e qualquer peça publicitária (redes sociais, sites ou cartões de visita) deve conter o nome completo do profissional, o número de inscrição no CRM-RN e o RQE (Registro de Qualificação de Especialista), se houver anúncio de especialidade.
  • O que passou a ser PERMITIDO:
    • Antes e Depois: Liberado exclusivamente com caráter educativo, acompanhado de texto explicativo sobre indicações e complicações, sem promessa de resultados.
    • Preços e Promoções: Divulgação de valores de consultas e campanhas promocionais são permitidas, desde que feitas com sobriedade.
    • Depoimentos e Selfies: Médicos podem repostar elogios de pacientes e registrar fotos com eles, mediante autorização prévia e mantendo o tom sóbrio.
  • O que continua PROIBIDO:
    • Falsas especialidades: Divulgar áreas não reconhecidas pelo CFM (como “especialista em emagrecimento”).
    • Consultas públicas: Diagnosticar ou prescrever tratamentos diretamente pelas redes sociais.
    • Sensacionalismo e Mercantilização: Prometer cura, anunciar equipamentos como “exclusivos” ou oferecer consórcios de saúde, planos de fidelidade e combos promocionais que desumanizam o ato médico.

Deixe um comentário