Artigo Durval Paiva: O caminho para voltar a andar: a fisioterapia após a cirurgia de tumor ósseo
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Foto: Divulgação

Cinthia Moreno – Fisioterapeuta Casa Durval Paiva – CREFITO 83476-F

Alguns pacientes que fazem cirurgia para tratar tumor ósseo precisam, por várias semanas, fazer uso de imobilizador para manter o joelho em extensão e não podem colocar o pé no chão, descarregando seu peso. Eles deambulam com auxílio de cadeira de rodas ou de muletas.

Se torna um grande desafio voltar a andar de forma independente depois desse período, por isso a Fisioterapia é tão importante, já que os exercícios de reabilitação vão preparar o paciente para ter o melhor padrão de marcha possível, favorecendo esse processo.

Sem poder descarregar o peso corporal no membro operado, o outro membro deve ser fortalecido previamente, desde o diagnóstico, já que ele é quem vai suportar mais o peso corporal. Os membros superiores também devem ser fortalecidos e ter resistência contra a fadiga para o uso adequado de muletas.

No pós-operatório, quando houver condições seguras com relação ao equilíbrio e a coordenação motora, deve ser iniciado o treino de marcha (caminhada) com o uso de muletas. É comum o paciente se sentir indisposto, mas aos poucos ele vai adquirindo mais resistência e fica menos cansado ao andar. Com os exercícios adequados, planejados de forma individualizada, ele se sentirá disposto para realizar as atividades do seu dia a dia.

O treino de marcha com muletas deve incluir caminhada com obstáculos e mudanças de direção, subida e descida de degraus e rampa, além de caminhada em diferentes superfícies. Assim o paciente poderá andar com segurança e transferir a aprendizagem para o ambiente interno de sua casa, da escola e por onde for.

A progressão segue com a descarga de peso parcial no membro afetado e, quando o paciente for liberado do uso de imobilizador, iniciamos exercícios para melhorar a mobilidade do joelho. Alguns pacientes ficam apreensivos ao movimentar uma articulação que ficou tanto tempo imobilizada, mas eles devem ser informados e preparados previamente sobre a evolução para que sintam segurança.

Caminhar com descarga de peso, de forma independente, é o objetivo da reabilitação e quando iniciamos de forma precoce, o padrão de marcha é mais funcional e o paciente caminha com melhor mobilidade, equilíbrio e velocidade adequada.

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