O prefeito de Pedra Grande, Pedro Henrique (PSDB), questionou a estimativa de R$ 811 milhões anuais apresentada pela Federação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte (Femurn) como possível impacto do fim da escala 6×1 nas contas das prefeituras potiguares.
Em entrevista ao Diário do RN, o gestor afirmou que considera precipitado apontar um impacto financeiro dessa magnitude sem um levantamento mais detalhado da realidade dos municípios. Segundo ele, a maioria das prefeituras já trabalha no sistema 5×2, com expediente de segunda a sexta-feira.
Pedro Henrique destacou ainda que diversas categorias do serviço público possuem jornadas específicas previstas em lei, como professores e profissionais de enfermagem, que, conforme citou, já cumprem cargas horárias de 30 horas semanais.
O prefeito também ressaltou que serviços essenciais que funcionam aos fins de semana, como unidades de saúde, hospitais e atendimentos de urgência e emergência, já utilizam escalas próprias. Por isso, ele afirma não enxergar, neste primeiro momento, onde estaria o impacto financeiro expressivo apontado pelas entidades municipalistas, inclusive em relação aos trabalhadores terceirizados.
“Não estou desmentindo a Femurn e a CNM, mas estou discordando a princípio porque não enxergo esse prejuízo aos municípios”, declarou Pedro Henrique, defendendo que a discussão seja baseada em dados concretos e sem interferências políticas ou partidárias.
A estimativa da Femurn tem como referência um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que projeta um custo adicional de R$ 6,6 bilhões por ano para as prefeituras brasileiras. No Rio Grande do Norte, o valor preliminar é de R$ 811 milhões, com a maior parte relacionada aos contratos de terceirização.
A federação estadual informou que ainda está realizando um levantamento técnico junto às prefeituras para dimensionar melhor os possíveis efeitos da mudança.
Fonte: Diário do RN

