Em junho, produção industrial varia -0,9% no Rio Grande do Norte

Essa foi a menor queda observada no estado nos últimos nove meses

A produção industrial do Rio Grande do Norte registrou variação de -0,9% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Embora o resultado seja negativo, essa foi a menor queda observada no estado em nove meses. Vale citar que junho de 2026 (21 dias) teve um dia útil a mais que junho de 2025 (20 dias).

As informações são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho do Rio Grande do Norte foi influenciado pela desaceleração da queda na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-14,9%) e pela intensificação do crescimento na Confecção de artigos do vestuário e acessórios (67,4%) e na Fabricação de produtos alimentícios (9,7%). 

As indústrias extrativas tiveram o mesmo resultado do mês anterior (-5,4%).

A nível Brasil, o setor industrial avançou 1,7% em junho de 2026, em relação a junho de 2025, com oito dos dezoito locais pesquisados apresentando expansão na produção. 

Acumulada no ano e em 12 meses

No índice acumulado de janeiro a junho de 2026, Rio Grande do Norte (-13,1%) assinalou recuo de dois dígitos e o mais elevado do país, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-25,8%). Indústrias extrativas (-5,5%) e fabricação de produtos alimentícios (-1,4%) também registraram queda. Assim como em maio, a atividade de confecção de artigos do vestuário e acessórios (48,5%) foi a única com crescimento acumulado no período.

Na variação acumulada em 12 meses, em relação ao período de anterior de 12 meses, os números positivos foram observados nas indústrias extrativas (3,7%) e na confecção de artigos do vestuário e acessórios (59,8%). No mesmo período, o indicador ficou negativo na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-21,9%) e fabricação de produtos alimentícios (-0,2%). Com isso, a indústria geral apresentou queda de 9,4% no acumulado em 12 meses. 

Sobre a PIM-PF Regional

A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Divulgação Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

Fonte: IBGE RN

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