Polícia Civil restitui 110 celulares recuperados durante a “Operação Radar”

A Operação Radar tem como objetivo identificar, localizar e recuperar aparelhos celulares provenientes de crimes patrimoniais.

Foto: Secoms/PCRN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizará, ao longo desta semana, a restituição de 110 aparelhos celulares recuperados durante ações da “Operação Radar”, desenvolvidas nos cinco primeiros meses de 2026.

A Operação Radar tem como objetivo identificar, localizar e recuperar aparelhos celulares provenientes de crimes patrimoniais, especialmente furtos e roubos, contribuindo para a redução desse tipo de delito e para a devolução dos bens às vítimas.

De acordo com as investigações, os proprietários dos aparelhos já foram devidamente identificados e intimados para comparecer à unidade policial, onde receberão seus respectivos bens.

A Polícia Civil alerta que com a entrada em vigor da Lei nº 15.397/2026, publicada em 30 de abril de 2026, as penas para estes tipos de delitos ficaram mais rigorosas.

A nova legislação, alterou o Código Penal, elevando a pena para o crime de furto de aparelho celular para reclusão de 4 a 10 anos. Já o crime de receptação passou a prever pena de 2 a 6 anos de reclusão. Assim, retirou a possibilidade de concessão de fiança pela autoridade policial para esses delitos.

A instituição reforça a importância de que a população adquira aparelhos celulares apenas em estabelecimentos íntegros e confiáveis, mediante apresentação de nota fiscal e caixa original do produto. A orientação é que o comprador verifique o número IMEI do aparelho antes da aquisição.

O IMEI pode ser consultado diretamente no aparelho digitando *#06# e pressionando a tecla de chamada. O mesmo número também pode ser encontrado na caixa do produto e na nota fiscal.

Após a conferência do IMEI, a Polícia Civil recomenda que o cidadão consulte a situação do aparelho no portal da Anatel, verificando a existência de eventuais restrições, bloqueios ou registros de furto, roubo ou extravio.

A Polícia Civil ressalta que a compra de aparelhos de origem duvidosa alimenta a cadeia criminosa responsável pelos furtos e roubos de celulares, podendo ainda sujeitar o comprador à responsabilização criminal pelo crime de receptação.

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