Com apoio do Sinduscon-RN, nova turma de imersão reforça preparação para a reforma tributária na construção civil potiguar
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Foto: Fernanda Xavier

Diante das transformações trazidas pela Reforma Tributária, empresários da construção civil do Rio Grande do Norte voltaram a se reunir na tarde desta quarta-feira (15), na FIERN, em Natal, para a segunda turma da imersão sobre o tema.

Para Tony Robson, assessor jurídico do Sinduscon-RN, a reforma tributária não representa apenas uma mudança de alíquotas ou de nomenclaturas de tributos, ela inaugura um novo modelo de organização dos negócios no país.

“Do ponto de vista jurídico, isso exige das empresas uma análise mais estratégica e aprofundada, que vá além da contabilidade e alcance a própria estrutura das operações.

O empresário precisa compreender como esse novo sistema impacta contratos, regimes de apuração, cadeias produtivas e, principalmente, a viabilidade jurídica dos seus empreendimentos. Aquilo que antes fazia sentido pode não se sustentar da mesma forma agora”, destacou.

A iniciativa dá continuidade à agenda de orientação técnica voltada às empresas do setor, com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre as mudanças no sistema tributário e preparar a construção civil para os impactos operacionais, financeiros e estratégicos do novo modelo.

Assim como na primeira edição, a programação reuniu empresários, gestores e profissionais das áreas jurídica, fiscal e financeira para discutir os principais pontos da reforma, com foco na transição dos tributos sobre o consumo — como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISSQN — para os novos modelos IBS, CBS e IS, além das implicações práticas para o mercado imobiliário e a construção civil.

A imersão também abordou temas como não cumulatividade, unificação de regras, fim da guerra fiscal e a incidência dos novos tributos sobre diferentes operações do setor, incluindo locação e incorporação imobiliária. O objetivo foi oferecer uma visão clara dos cenários, riscos e oportunidades, auxiliando as empresas na tomada de decisões mais seguras diante do novo ambiente regulatório.

Além do conteúdo técnico, o encontro promoveu um espaço de troca de experiências entre os participantes, fortalecendo o alinhamento do setor diante dos desafios impostos pela reforma. A expectativa foi de que mais empresas estejam preparadas para se adaptar às novas exigências legais de forma estratégica e competitiva.

De acordo com Fernando Guedes, advogado tributarista ministrante da imersão e presidente executivo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o encontro teve como foco a construção por administração, ou a preço de custo, analisando como a reforma tributária impacta diretamente essa modalidade e, sobretudo, como exige uma nova forma de estruturar os negócios.

“Assim como nos encontros anteriores, foi uma oportunidade importante de troca de experiências com os empresários, entendendo a realidade local e discutindo caminhos de adaptação a esse novo cenário”, afirmou

Para ele, diante de mudanças tão estruturais, a principal prioridade das empresas da construção civil, neste momento, é o conhecimento.

“As empresas precisarão de equipes preparadas, que entendam a nova lógica tributária e saibam aplicá-la na prática, além de sistemas adequados que garantam uma apuração correta dentro desse novo modelo. Esse é o caminho para atravessar o período de transição com mais segurança e manter a competitividade no mercado”, concluiu.

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