Hospital Universitário Onofre Lopes-UFRN promove momento de cuidado humanizado com vista para o mar
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Foto: Divulgação

Na última sexta-feira (13), o natalense Geraldo Vicente de Lima, 86 anos, viveu um fim de tarde especial: contemplou o mar, sentiu a brisa no rosto e tocou “Asa Branca” em sua gaita, ao lado do filho, Vicente de Lima, e de profissionais do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL-UFRN), vinculado a rede Ebserh. O momento foi marcado por emoção, acolhimento e respeito à sua história.

 A iniciativa partiu da Comissão de Cuidados Paliativos do hospital e mobilizou uma equipe multiprofissional composta por fisioterapeuta, enfermeira, técnico de enfermagem, nutricionista e maqueiro.

A ação simboliza uma prática assistencial que considera desejos, valores e experiências de vida como parte essencial do tratamento.

Para a superintendente do HUOL-UFRN, Eliane Pereira da Silva, a experiência traduz a missão institucional. “Nosso compromisso é oferecer uma assistência que respeite a dignidade e a singularidade de cada pessoa. Viabilizar um desejo tão significativo reafirma que é possível unir excelência técnica e sensibilidade, com a participação da família em todo o processo”, destaca.

Qualidade de vida como prioridade

O fisioterapeuta Robson Alves, que acompanhou a atividade, explica que a instituição desenvolve iniciativas voltadas à promoção do conforto e da funcionalidade dos pacientes em cuidados paliativos. “Trabalhamos para preservar capacidades e proporcionar bem-estar. Permitir que ele apreciasse o mar e tocasse seu instrumento trouxe alegria não apenas para ele, mas também para todos nós”, afirma.

A enfermeira Delione Moreira ressalta que a proposta está alinhada à política de humanização adotada pelo hospital. “A assistência envolve dimensões físicas, emocionais e sociais. Ao incluir algo que faz parte da identidade do paciente, fortalecemos vínculos e ampliamos o sentido do cuidado”, pontua. Segundo ela, com apoio da Rede Ebserh, a instituição busca garantir que o paciente se sinta acolhido ao longo de todo o acompanhamento.

“O cuidado vai além do contexto saúde-doença. Consideramos o paciente em sua totalidade, fortalecendo vínculos e promovendo pertencimento durante todo o processo assistencial”, destacou.

Reconhecimento da família

O filho, Vicente de Lima, definiu a experiência como inesquecível. Ele conta que o pai trabalhou como segurança noturno em São Paulo e é pai de nove filhos. Há sete anos retornou a Natal, onde completará 87 anos em março.

“Trouxe meu pai para uma consulta e ele permaneceu internado para realizar exames. Desde então, recebemos total apoio. Toda a equipe oferece um atendimento atencioso e respeitoso”, relata.

Emocionado, ele lembrou que já havia mostrado o mar ao pai anos atrás e que reviver esse momento teve significado especial, especialmente após a recente perda da mãe. “Foi muito marcante para nós.”

Geraldo também resumiu o sentimento ao fim da tarde: “Estou muito alegre e feliz. Com meu filho e essa equipe ao meu lado, não tenho do que reclamar.”

Entre acordes de “Asa Branca” e o som das ondas, o cuidado ganhou novos contornos: evidenciando que humanizar é reconhecer trajetórias, afetos e aquilo que dá sentido à vida, mesmo em situações delicadas.

*Por Aretha Lins/Coordenadoria de Comunicação Social da Rede Ebserh

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