Em João Câmara, os bastidores políticos já começam a se movimentar de olho em 2028. Mesmo com pouco mais de um ano de gestão, a prefeita Aize Bezerra enfrenta sinais de desgaste, inclusive dentro da própria base que a elegeu.
Nos corredores da situação, comenta-se que aliados estariam articulando uma possível candidatura alternativa para a próxima eleição municipal, deixando em segundo plano a hipótese de reeleição da atual gestora. O cenário de insatisfação, ainda inicial, pode se transformar em um racha mais evidente caso o distanciamento entre a prefeita e parte do grupo político se amplie.
Observadores locais apontam que algumas lideranças têm ocupado espaços onde a gestão não tem conseguido chegar, fortalecendo vínculos com comunidades e ampliando capital político dentro do próprio sistema governista. Esse movimento silencioso pode pavimentar o surgimento de novos nomes para disputar o Palácio Torreão em 2028.
A eleição deste ano tende a funcionar como um verdadeiro termômetro político. A capacidade de transferência de votos da prefeita para seus candidatos servirá como indicador de sua força e aceitação popular. Ao mesmo tempo, será uma oportunidade para medir o peso de eventuais novas lideranças em ascensão.
Na oposição, o cenário também não é de unidade. Os ex-prefeitos Maurício Caetano e Manoel Bernardo seguem dividindo espaço, o que enfraquece o grupo adversário. Ainda assim, ambos devem testar nas urnas a própria capacidade de transferência de votos para seus aliados na eleição de outubro.
Com situação e oposição em movimento, o tabuleiro político de João Câmara já começa a ser reorganizado muito antes da corrida oficial de 2028.

