O Rio Grande do Norte registrou 7.845 falhas na assistência à saúde em 2025, segundo levantamento da Organização Nacional da Acreditação (ONA) com base em informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os dados, atualizados na última quarta-feira (7), se referem ao número de eventos adversos ocorridos em instituições de saúde públicas ou privadas. No ano, o Brasil registrou 480.283 falhas na assistência à saúde. Ainformaçãoé da Tribuna do Norte
Os eventos adversos ocorridos com mais frequência no RN em 2025 foram incidentes relacionados à assistência à saúde envolvendo cateter, sonda e outros dispositivos (1.227), incidentes relacionados às falhas em processo ou procedimento clínico (908) e lesão por pressão (849). Regionalmente, o estado é o sexto em número de falhas notificadas, mas a ONA aponta que os dados podem ser subnotificados.
Para Gilvane Lolato, gerente-geral de Operações da ONA, a subnotificação ocorre porque algumas “instituições de saúde não trabalham com cultura justa. Os profissionais ficam com medo de relatar as falhas”. Outro empecilho à correta notificação são, segundo ela, problemas de infraestrutura: “dificuldade, por exemplo, em ter profissionais capacitados e habilitados, falta de padrão nos processos e na assistência e, às vezes, um modelo de gestão que não é eficaz”.
O levantamento aponta que os hospitais concentraram a maior parte dos registros (428.231 eventos adversos), enquanto outros serviços de saúde, como clínicas e laboratórios, somaram 52.052 ocorrências. Embora a notificação desses eventos seja obrigatória, muitas instituições não registram todas as falhas no sistema Notivisa.
De acordo com Lolato, as falhas mais frequentes na assistência à saúde no RN se assemelham ao observado no contexto nacional. “Quando a ONA olha para o Rio Grande do Norte, quando vemos os motivos, eles não fogem muito do que são os principais motivos em nível nacional. Por exemplo, falhas relacionadas a cateteres, dispositivos, lesão por pressão, queda e administração errada de medicamento têm batido recorde em vários estados no Brasil”, avalia.
Fonte: Tribuna do Norte
